Aposentadoria Você já tem um plano para sua aposentadoria? Em que produtos você está investindo visando uma aposentadoria tranquila? Pretende se aposentar com quantos anos e com que renda? Se ainda não pensou nisso, é hora de começar.

Quem começa a se preparar antes, precisa de menos esforço para garantir uma aposentadoria tranquila. Para os que começam um pouco depois, aos 30 ou 40, bem… antes tarde do que nunca…

Existem 2 grandes tipos de aposentadoria no Brasil: a previdência social e a previdência complementar. No futuro escreverei sobre a previdência complementar que é uma escolha do cidadão, ou seja, privada. Mas este artigo irá focar na primeira, ou seja, a aposentadoria social ou pública.

Muita gente não conhece suas regras, seus benefícios… e o mais interessante, a maior parte das pessoas acha que o INSS é ruim e, ainda assim, se garante exclusivamente nele. Parece loucura… e é!

Ao meu ver, estas pessoas erram 2 vezes. Uma por achar que a previdência social é ruim quando ela não é. Existem importantes benefícios para o segurado por um custo não muito elevado.

O INSS sai barato pelo que ele cobre, um bom custo benefício. O problema é que ele não pode ser sua única fonte de renda para o futuro: é insuficiente.

A expectativa de vida aumentou em média 6 anos no mundo entre 1990 e 2012. Ano a ano, ela aumenta e deve continuar aumentando no futuro. Isto é uma excelente notícia para todos nós que poderemos viver mais, além de envelhecer com maior qualidade de vida. Por outro lado, este aumento de tempo de vida em anos, aliado à tendência moderna de famílias menores, com cada vez menos filhos, tem levado muitos países a reverem seus planos de previdência públicos a risco de um colapso econômico internacional. Isto se aplica a todos os países, inclusive o Brasil, que tem apresentado aumento contínuo no déficit previdenciário.

Não é o caos, mas também não será tão surpreendente assim se no futuro alterarem a regra da aposentadoria no Brasil (e no resto do mundo, para ajustar à nova realidade). E quem não tiver se preparado pode ter que viver com o orçamento bem apertado justamente na fase da vida em que terá mais tempo livre para desfrutar.

Além disso, na velhice é geralmente quando se precisa de mais recursos para arcar com gastos de saúde que aumentam consideravelmente. Ou seja, é melhor se planejar e começar já!

O primeiro passo é saber com quanto você poderá contar da previdência pública, conhece-la, entender por que ela é vantajosa ao mesmo tempo em que é insuficiente. Então, vou falar do tipo mais comum de aposentadoria que há, a do INSS.

Aposentadoria pelo INSS

Além da aposentadoria, vale ressaltar que o INSS é, acima de tudo, um seguro para o trabalhador. Embora, o foco aqui seja a aposentadoria, é importante lembrar que ele cobre pensão por morte, auxílio doença, auxílio desemprego, acidente, reclusão…

Apesar de existir diferentes tipos de aposentadoria como aposentadoria especial, servidores públicos, professores e etc, vou focar nos 2 tipos mais comuns: a) aposentadoria por idade e b) por tempo de contribuição.

Para todos os casos, o salário que será base para a aposentadoria é a média dos 80% maiores salários, respeitando o teto que hoje é de R$4,4 mil. Ou seja, desprezando os 20% piores salários que vc teve, faz-se uma média. A esta média será aplicada uma nova conta dependendo do tipo de aposentadoria.

  1. a) Aposentadoria por idade

Atualmente é concedida aos trabalhadores com idade mínima de 65 anos se homens, e 60 anos se mulheres. Para ter direito a se aposentar por idade é necessário ter contribuído por pelo menos 15 anos (equivalente a 180 contribuições mensais).

O valor da aposentadoria por idade é de 70% do salário base (ou seja, a média dos 80% melhores salários) com um acréscimo de 1% por ano a mais que exceder os 15 anos de contribuição.

Ou seja, se vc contribuiu por 20 anos e a média dos 80% melhores salários for de R$2 mil, o benefício deve ser de R$1.500, já que 70% de R$2mil é R$1.400 + 5% de R$2 mil que é R$100, pelos 5 anos de contribuição que excedeu os 15 anos mínimos. É importante ressaltar que mesmo com o variável de 1% por ano excedente aos 15, o benefício não pode exceder os 100% do salário-base.

  1. b) Aposentadoria por tempo de contribuição

Para ter direito a se aposentar por esta modalidade, é necessário ter contribuído por 35 anos, se homem, ou 30 anos, se mulher.

Após apurada a média dos 80% maiores salários durante todo o período, será aplicado o – polêmico – Fator Previdenciário. Portanto, neste caso, o cálculo exige maior complexidade.

Fator previdenciário (FP)

Opcional para quem vai se aposentar por idade (apenas quando for vantajosa sua utilização) mas obrigatório para quem se aposentar por tempo de contribuição, o fator previdenciário é uma medida que visa ajustar o valor do benefício à expectativa de vida do beneficiário.

É polêmico e a cada ano eleitoral ele volta aos debates. Todo mundo critica mas quando sobe ao poder, o mantém. Já ouvi críticas como: 2 pessoas que tenham contribuído com o mesmo valor durante o mesmo período, podem, graças ao FP, receber benefícios diferentes. E isso é verdade, mas apenas um lado da moeda. A verdade é que se há 2 pessoas que tenham contribuído com o mesmo montante durante o mesmo tempo, mas uma tem 60 anos e outra 80, considerando a expectativa de vida para a população brasileira, é de se imaginar que a de 60 anos tende a receber o benefício por mais tempo. É isso que o FP tenta ajustar.

A fórmula pode assustar, mas se olhar com calma vai ver que ela é bem simples. É apenas soma, divisão e multiplicação… FP Enfim, eu particularmente, uso (e já recomendei aqui em outro artigo) em minhas projeções para aposentadoria a alíquota de 70% sobre o salário base. É uma forma conservadora de medir o quanto falta investir para completar a aposentadoria que iremos receber do INSS no futuro.

Como também já disse, é bom sempre lembrar, que se trata de estimativa, o que ainda assim, acreditem, é infinitamente melhor do que simplesmente deixar de lado.

Com quanto contribuirmos

Pela nossa parte, a contribuição pode ser obrigatória (para trabalhadores com carteira assinada) ou opcional (caso de autônomos) e atualmente segue a tabela de contribuição abaixo. INSS Estes valores mudam ano a ano e para 2015 já está prevista a correção para 4,5%.

Reparem que existe um teto de contribuição, de aprox. R$483 (para trabalhadores assalariados). Logo, se vc ganha R$4.500 ou R$9.000, será igualmente descontado este teto de R$483.

Isso, para quem ganha mais que R$4,4 mil é bom por um lado porque a contribuição é menor que os 11%, mas por outro, se aposentará com no máximo este salário.

Ou seja, o Governo te obriga a “fazer uma poupança” para uma espécie de mínimo que você precisa para viver. O resto é com você mesmo. Ele não te cobra por isso, e não te proverá isso.

Se quiser viver com mais do que o equivalente aos R$4,4 mil de hoje, invista por conta própria, tenha seu plano de aposentadoria. E é exatamente isso que vc precisa fazer!

O primeiro passo é o conhecimento, mas corra… o quanto antes começar a investir, menor terá que ser seu esforço para garantir uma aposentadoria tranquila!

Bom, por hoje é isso… numa próxima oportunidade, vou falar sobre o que fazer para complementar seu plano de aposentadoria. A todos, um abraço! Mail Box - 2

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