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Bem no inicio dos anos 2000 uma bolha financeira – relacionada à supervalorização das ações de empresas de internet – estourou nos EUA. Ficou conhecida como a bolha das “pontocom”.

Pode ser que você não lembre porque os efeitos da crise se resumiram praticamente ao mundo financeiro. O Fed (o Banco Central dos EUA) agiu de maneira rápida reduzindo as taxas de juros do país (de algo em torno de 6% para apenas 1% uns anos mais tarde).

A baixa taxa de juros estimulou a economia do país, ao aumentar a liquidez, e acabou por gerar mais atividade, mais empregos… Os efeitos da crise das “pontocom” acabaram por serem adiados, não resolvidos.

Com os juros em baixa e liquidez em alta, o preço dos ativos aumentou vertiginosamente. Se tornou fácil financiar uma casa, por exemplo. Ou até mesmo refinanciá-la… várias vezes se quisesse! Como o preço dos imóveis subia, era cash in! E o financiamento de imóveis se alastrou… até para quem não podia.

Mas é claro que uma taxa de juros de 1% ao ano não é algo normal (é menos que a inflação americana) e conforme a economia foi se recuperando, os juros foram subindo até que chegassem a um patamar aceitável.

Quando as coisas se normalizaram, muita gente descobriu que não estava vivendo uma história real, que era tudo uma ilusão monetária fruto de uma distorção criada pelo próprio Fed.

O resto da história a gente já conhece, em 2006 começou um processo de declínio imobiliário e dois anos mais tarde com a falência do Lehmann a crise tomou proporções globais afetando diversos ativos, empregos, etc. Até hoje vivemos uma consequência disto que se passou lá atrás.

O que quero chamar atenção aqui é como o Fed reagiu a esta nova crise… ora, é crise? Então, fizeram o que sempre fazem… reduziram a taxa de juros novamente. Só que desta vez foi para um intervalo entre 0% e 0,25% ao ano. Inimaginável! E os efeitos da crise foram adiados mais uma vez…

… mas em economia não existe almoço grátis! Uma hora a conta sempre chega… e se a gente demora muito para pagar, a gente acaba por pagar caro em juros.

Em janeiro de 2014 postei “A Grande Crise que está por vir”,  (que você pode acessar clicando aqui) que contém ainda um vídeo sobre o assunto.

Trata-se de um cenário, uma possibilidade de um novo caos na economia global, ainda maior que o de 2008. A desaceleração global já nem é mais uma possibilidade, é uma realidade. Até hoje a economia mundial não conseguiu se recuperar totalmente da crise… ela deixou marcas definitivas.

Mas como disse, o caos é uma possibilidade. Não é 100% certo de ocorrer… pode ser que 2008 tenha apenas inaugurado um novo momento para o mundo, de crescimento baixo e taxas de juros ridiculamente baixas.

A Empiricus parece ter se tocado deste risco agora. Com o tom pessimista característico da casa, o Felipe Miranda escreveu há mais ou menos um mês o “10 anos de recessão”, que carinhosamente chamo aqui de “O Fim do Mundo” e reproduzo o vídeo abaixo para suas próprias conclusões.

A todos um grande abraço!

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