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Embora grande parte de nós seres humanos sempre acreditarmos viver com menos do que deveríamos, eu aqui no Henriquecer tento mostrar que, grosso modo, vivemos de acordo com o que produzimos. Não é um modelo perfeito, mas um modelo geral que atende à maioria de nós.

É lógico assumir que quanto mais trabalhamos, mais produzimos e, por consequência, mais ganhamos. No entanto, o mais importante nesta história não é o quanto se trabalha e sim, o quanto se produz. Afinal, é a produção que gera a riqueza.

A produtividade é a relação entre a produção e os fatores de produção utilizados.

Fatores de produção são trabalhadores, o capital, máquinas, equipamentos etc, ou seja, todos os fatores cuja função seja produzir.

Então, falando especificamente da produtividade do trabalhador, esta é medida pela quantidade média de produção por hora trabalhada.

Você, em seu trabalhado, certamente tem o exemplo de pessoas mais produtivas e as menos produtivas. As que possuem os conhecimentos necessários para resolver problemas, produzir, as que focam e se entopem de trabalho… e vão resolvendo, vão entregando… Há também as que trabalham um pouquinho, mandam um e-mail, depois vão ao banheiro, mexem no celular, entram num site de viagens, de compras… trabalham mais um pouco, vão tomar um café, de papo com o amigo… tudo o que de vez em quando faz parte (até necessário) mas que, se rotineiro, atrapalha a produtividade.

Um trabalhador brasileiro produz em média 1/4 do que produz um trabalhador norte americano. Isto significa que para produzir a mesma riqueza que um americano médio produz, o trabalhador brasileiro teria que trabalhar por um período 4 vezes maior – ou seja, trabalhar de Domingo a Domingo para ainda assim fazer menos do que um americano médio é capaz de fazer só na Segunda e na Terça.

A produtividade média no Brasil enfrenta alguns obstáculos:

i) Educação: tanto a quantidade quanto a qualidade da educação brasileira deve aumentar. O rapazinho que mora na Barra, estudou no Santo Agostinho e fez intercâmbio para uma escola americana pode questionar até a qualidade do ensino nas escolas públicas americanas, mas a realidade do ensino público do Brasil é bem diferente.  O Brasil precisa melhorar tanto no Ensino Básico, quanto no Superior.

ii) Investimento: em tecnologia que aumenta em muito a produtividade quanto em Pesquisa e Desenvolvimento além na melhor Gestão de Processos, tornando a gestão mais eficiente.

iii) Cultura avessa ao trabalho e à produção em geral, onde uma pequena mas barulhenta parte da população é contra os interesses do capital privado, dos empresários, luta sempre para se trabalhar menos, não reconhece a legitimidade do lucro etc.

iv) Burocracia: excesso de “Estado” e de leis e regras que devem ser cumpridas gerando dúvidas e deslocando uma grande parte dos recursos humanos que poderiam estar aplicados na produção de fato, mas que, ao contrário, trabalha para cumprir (as vezes para tentar entender) a infinidade de obrigações.

Para vivermos bem como vive um americano médio, temos que antes produzir como um americano produz. Antes é preciso construir para após usufruir. A mentalidade brasileira não funciona bem assim mas é como o mundo funciona. O peixe só vem à mesa se você for lá pescá-lo – ou alguém mais pescar para você, sem mágica.

Trabalhamos mais do que a média da maior parte dos países desenvolvidos porque produzimos menos que eles por hora. Isto explica porque nossa jornada é de 44 horas, enquanto nos EUA é de 40 e em alguns países é ainda menor.

O mesmo que vale para a média brasileira, vale para cada um de nós, empresários ou trabalhadores. Este não é um artigo de economia. É sobretudo de Finanças Pessoais. Ao invés de esperar que o Estado, seus chefe e todos mais resolvam todas as questões que travam a eficiência… a pergunta mais importante é: o que você, dentro do seu raio de atuação, pode fazer para produzir mais?

Está esperando o que?

A todos, um grande abraço.

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