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Mais uma da Terra da Rainha

O Reino Unido decidiu que a relação entre o Uber e seus motoristas é uma relação trabalhista e que, a partir de agora, os motoristas deverão receber todos os benefícios trabalhistas normais como férias remuneradas etc.

 

 

… em pele de cordeiro

Esta decisão de transformar a adesão de novos motoristas do Uber em uma contratação tradicional, faz o negócio perder o seu atrativo fundamental. Se você estiver desempregado no Reino Unido, não pode mais decidir trabalhar por conta própria e usar o Uber a seu favor como seu ganha pão. O Governo te proíbe de fazer isso.

A empresa precisará te contratar como empregado, e visto que isto agora incorrerá em  encargos para a empresa, acontecerá com menos frequência. Ou seja, muitos desempregados continuarão desempregados.

 

 

Nada legal

No Rio, o Governo foi ainda mais longe, proibindo o Uber de operar. A decisão é claro, protegeria os taxistas mas também as finanças do município que vê no táxi uma fonte de receitas importante.

É compreensível (e até louvável) que os legisladores busquem proteger as finanças da sua região, mas eles estão perdendo o essencial da missão deles: eles trabalham para a população.

 

 

A discussão vai continuar

O Reino Unido e o Rio são apenas exemplos desta confusão que ocorre basicamente em todos os cantos do planeta. No artigo Eu S.A., eu descrevo esta nova sociedade: criada através da “uberização” de serviços. Airbnb, Blablacar, Ouicar e muitos, muitos outros (a todo momento há uma nova start-up sendo criada na California nestes moldes). Me parece um caminho sem volta.

Os governos precisam (e nós também) entender como encarar este novo mundo.

 

 

Falido

O Estado do Rio está quebrado. Pessoas que trabalharam por toda a vida estão sem receber. Simplesmente não há verba pois, por mais que os marxistas jurem de pé junto que os estados sejam capazes de gerar quanta riqueza quiser (riqueza infinita), a gente sabe que, no mundo real, não é assim que a banda toca…

 

 

Dia de muito, véspera de pouco

Fica cada vez mais evidente a diferença entre um político populista – que quer ser amado pelo povo – e um político sério – que talvez ame o povo mais do que deseja ser amado. O primeiro pensa na próxima eleição, enquanto o segundo pensa na próxima geração.

 

 

Alguém reconhece?

É a tentação natural do político passar medidas populares, expandir gastos com saúde, educação, aumentar a assistência social… pode ser legal no curto prazo, enquanto ele estiver por aí para ser amado e usufruir do apoio popular… mas se for insustentável, temos que pagar por estes gastos no futuro… e a conta vem com altos juros. O pior: ela recai mais ainda sobre os mais pobres.

Maaaas… quando a conta chegar, este político não estará mais lá para ser cobrado… Um outro estará em seu lugar para lidar com a situação complicada… o “gastão” cria a confusão mas só colhe os seus louros… cabe ao “patetão” consertar a cagada e ainda ser impopular…

 

 

O que tem para hoje

Esta talvez seja a grande armadilha da democracia: políticos mais preocupados com sua eleição do que com o futuro do país. Como se diz por aí, a democracia é uma droga… mas ainda não inventaram nada melhor.

 

 

Por falar nisso…

Falando em democracia, populismo, Rio de Janeiro, Estado falido, etc… 2 ex-governadores do Rio presos este mês. É bom não esquecer que fomos nós – sociedade – que escolhemos estes caras.

 

 

O macaco e o seu rabo

O combate à corrupção tem sido exemplar no Brasil nos últimos anos, o que é excelente! Por enquanto, ele tem sido centrado em políticos e grandes empresários.

Uma grande parte da população e muitos pequenos empresários cometem corrupções todos os dias… mas morrem de rir quando veem um político sendo preso.

 

 

Nem tudo é culpa da corrupção

Um risco sério e real no Brasil é de acharmos que o único problema do país é a corrupção e que esta é a resposta para todos os problemas que o país está passando. Não é. Inclusive, em alguns casos, a corrupção é até um elemento facilitador para que as coisas aconteçam.

Não que os fins possam justificar os meios…

 

 

Muito além da corrupção

Achar que a corrupção é a resposta para todo o mal nos coloca numa situação muito cômoda: de achar que não precisamos alterar as regras da previdência, não precisamos enxugar os gastos do Estado, nem estimular o empreendedorismo e repensar nossos sistemas públicos de saúde e educação… nada disso, simplesmente por que tem gente que acha que “basta não roubar, que dá”. Só que não…

 

 

De novo

Parece bananas de pijamas. E deve ser. Pela 2ª vez no ano, os investidores ignoraram os riscos ao desconsiderarem as chances de “Trump presidente”. No dia da eleição, antes dos resultados saírem, bolsas em alta pelo mundo. O mesmo que já tinha acontecido com o Brexit.

 

A aposta do mercado agora é a de que Trump-candidato era um e Trump-presidente será outro, mais moderado e mais político.

Assim esperamos… mas não podemos ignorar o fato que o mercado já errou feio 2 vezes este ano com este excesso de otimismo.

 

God bless America! Porque na boa…

Trump e Brexit, aliás, foram noticiados na mídia algumas vezes como a virada da “direita” no mundo. Inclusive, até o próprio Bolsonaro se identificou com a vitória de Trump. Mas parece ter uma confusão rolando por aí. Ou talvez preguiça…

É bem verdade que socialmente, a direita está associada ao conservadorismo, à ideia da família tradicional enquanto a esquerda tem uma posição mais progressista, de aceitação e afirmação das diferenças e das minorias.

Só que economicamente, a direita tende a se afeiçoar ao liberalismo, onde os agentes possuem liberdade para negociar com quem e o que lhes favorecer com maior flexibilidade, uma atitude mais pró-mercado. A esquerda, por outro lado, defende maior intervenção estatal, mais gastos do Estado e protecionismo.

Brexit e Trump são um mix de direita social com esquerda econômica, onde ganha o conservadorismo social mas perde o liberalismo econômico.

Trump seria de fato um “Bolsonaro social” só que uma “Dilma econômica”.

 

 

Última chamada

NTN-B continua sendo o melhor investimento para o longo prazo no momento. Mas se a inflação continuar caindo no Brasil, a taxa de juros irá segui-la (cenário mais provável), e com isso, a moleza da NTN-B deve ceder espaço para ativos mais arriscados como ações e imóveis.

Aliás, o Brasil apresenta a maior taxa de juros real entre as principais economias do mundo. A maior parte, tem taxa de juros real NEGATIVA. NTN-B é mamata… aproveite!

 

Aniversário

Recentemente o Henriquecer comemorou 3 anos de vida. Foram quase 100 mil visualizações de mais de 70 mil visitantes. Agradeço a todos pelo apoio!

Até a próxima!!

 

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