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Fora da avenida, o Rio se transformou na Tonga da Mironga do Kabuletê. Arrastões, tiroteios e mais roubos do que a Lava Jato encontrou dos companheiros ideológicos de Jack Vasconcelos, o carnavalesco militante do PSOL que exibiu um integrante da sua escola como o “presidente-vampiro” Michel Temer. Jack disse numa entrevista que não criticava o governo do PT porque era “amigo do poder e não podia arranhar a relação”. A ala da indignação seletiva entra na avenida. Dez, nota dez!

O Brasil é o país da piada pronta, mas colocar um professor de história como Temer-vampiro “neoliberalista”, uma palavra que nem existe, é um ato falho que deveria ser explorado pelo movimento Escola Sem Partido. Leonardo Morais, ao que consta, está de mudança para longe do país da CLT, uma herança de Benito Mussolini que ainda encanta e tira lágrimas das viúvas de regimes como aquele implementado na Itália com empresas “campeãs nacionais” escolhidas a dedo pelo regime, estado paternalista e interventor, liderança carismática e personalista, entre outras semelhanças com experiências recentes do país.

Professores de história não podem alegar desconhecimento das origens da CLT, mesmo do país que todo ano aparece na lanterna dos rankings educacionais, em parte porque muitos de seus professores não acreditam que dar aula é tão relevante quanto “formar cidadãos críticos e conscientes”, um eufemismo para criar e doutrinar eleitores da esquerda. Depois da tarefa cumprida, o professor pode se mudar para um país livre, próspero e sem CLT, porque ninguém é de ferro. Uma aula do que virou o ensino no Brasil.

A vice-campeã do Carnaval deste ano criticou a Reforma Trabalhista com a ala “Os Guerreiros da CLT”, onde os integrantes portavam carteiras de trabalho, mas quantas carteiras a Paraíso do Tuiuti assinou ano passado? Uma escola de samba costuma movimentar milhares de pessoas, em geral moradores de comunidades carentes, que realizam jornadas extenuantes durante horas a fio, muitas vezes varando a madrugada. O MP do Trabalho se interessou pelo tema ou a lei não se aplica a companheiros? É de se esperar que quem defende a CLT a ponto de chamar seus opositores de escravocratas dê o exemplo no seu próprio barracão, ou o paraíso da CLT é só no Tuiuti dos outros?

O Brasil está na 153ª posição do ranking de liberdade econômica da The Heritage Foundation e é indiscutivelmente um dos países mais intervencionistas, estatistas e antiliberais do mundo. Como os intelectuais do ziriguidum acreditam que o país é “neoliberalista”, é possível que estejam mirando na Coréia do Norte, um campo de concentração a céu aberto que caiu nas graças da imprensa recentemente. Os ex-alunos de professores como Leonardo Morais estão mostrando a que vieram também nas redações.

A escola não parou no ataque ao governo. Uma das alas dizia que os pobres e manifestantes pró-impeachment foram manipulados, provavelmente por não aprenderem política com Jack Vasconcelos ou história com Leonardo Morais. Faz sentido. A dupla acredita que o país herdado por Temer, com 15 milhões de desempregados, 10% de inflação e PIB em queda de 7% em três anos, um feito que nem uma bomba atômica seria capaz, estava a caminho do paraíso. Manipulação, só se for minha, afinal.

Como disse Roberto Campos, para um socialista o fracasso é apenas um sucesso mal explicado. A Universidade Tuiuti já está distribuindo títulos de doutorado…

Por Ana Paula Henkel

Mais claro, impossível… 

A todos um grande abraço e um excelente fim de carnaval.

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