Trade War US

IPC-bAixo 

O IPCA em fevereiro ficou em 0,32%. A taxa mais baixa para o mês em 18 anos. Em 12 meses, o índice acumulado está a 2,86%, ou seja, ainda abaixo do limite inferior de 3% do intervalo da meta do Banco Central. A meta é de 4,5%, sendo aceito um intervalo entre 3% e 6% ao ano. 

Seliquinha

A inflação baixa abre espaço para novas quedas da taxa de juros. O Copom decidiu baixar a Selic para 6,5% ao ano, novo recorde histórico de baixa no Brasil.

É uma realidade econômica e de gestão séria completamente diferente de anos atrás. Difícil realizar que se passaram apenas 2 anos…

Ranking dos juros

A nova Selic ainda mantém o Brasil entre os países com as maiores taxas reais do mundo. Mas o curioso desta história é que a taxa brasileira parece muito mais saudável do que a taxa negativa que apresentam os demais países do mundo.

Ranking juros reais

B3

A Bolsa de Valores continua acima dos 80 mil pontos. O índice deve acompanhar daqui em diante o que acontece nos EUA e as expectativas para as eleições este ano no Brasil. As reformas estruturais importantes, como já sabemos, não serão mais deste ano.

Ainda não é hora de imóvel…

O mercado imobiliário ainda não se recuperou. Segundo o índice FIPE/ZAP, o valor do metro quadrado no país recuou 0,07% em Fevereiro. Em Janeiro, estava praticamente estável com queda de -0,01%.

Virada próxima?

Os aluguéis, por outro lado, começaram a subir. Fevereiro mostrou o maior aumento no valor de aluguéis em quase 4 anos. Ainda é cedo. Pode ser apenas um ponto fora da curva, mas se o movimento se confirmar, será um importante indício de recuperação do setor.

Benchmark alemão

Há uma sensação de que os extremos, tanto a esquerda quando a direita, estão esvaziados na Europa. No entanto, os partidos sociais democratas, a chamada centro esquerda, historicamente símbolo do continente, tem perdido espaço. 

A hora é da Centro Direita. O sucesso alemão, onde Merkel tirou os sociais democratas do poder em 2005 e se mantém até hoje como a líder nacional, pode ser um dos grandes motivos.

Crisi italiana

A eleição na Itália este mês terminou sem que nenhum partido conseguisse maioria suficiente para formar um governo. Agora, cada um vai tentar alianças para que os italianos não precisem voltar às urnas.

A situação italiana é a mais complicada entre as grandes potências europeias. O país foi o único que ainda não conseguiu se recuperar da Crise de 2008 destoando completamente do restante do continente. O gráfico abaixo mostra claramente.

Italia

A Itália não tem um Emmanuel Macron, como a França: falta um político de centro que ofereça uma proposta alternativa aos partidos tradicionais, em decadência, e aos novos partidos extremistas à direita e à esquerda. Todos por lá assumem ser necessário encontrar o equilíbrio fiscal, mas não há uma só proposta séria.

Trumpcionismo

A luta de Trump é contra todos. Seja o Nafta, a UE e, principalmente, a China. A ameaça de uma escalada protecionista, assusta. É ruim para o comércio internacional e um passo atrás no liberalismo global.

Trump decidiu sobretaxar o aço e o alumínio importados pelos EUA sob argumento de proteger a indústria siderúrgica local e a segurança nacional.

“Bala perdida”

O principal objetivo é atingir a China, mas pegou o Brasil em cheio. Somos o 2º maior exportador de aço para os EUA, embora o Brasil compre boa parte do carvão usado na fabricação de aço dos próprios EUA, equilibrando um pouco a balança comercial.

Esta semana, os EUA decidiram adiar para maio o aumento da taxa para o Brasil. Até lá, resta a insegurança.  

Sobre Marielle Franco

É uma pena a situação da violência do Rio. Em todos os sentidos. A violência física, real, é claro que é pior. Mas não para por aí. A violência verbal, o uso político por todos os lados de uma morte, é o fundo do poço. É um triste retrato do que se transformou o Rio. E o pior é que cada um irá concordar, mas com a convicção de que isso se aplica apenas ao “outro lado”.

A todos, um grande abraço e até abril!

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