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O que fazer com uma grana imprevista entrando na sua conta? Economizar, investir ou gastar?

Vamos lá, eu defendo um controle financeiro em piloto automático.

Ou seja, de uma maneira que uma vez estabelecidas as regras, ficará muito fácil gerir suas finanças. Tudo bem automático. Aí te sobra mais tempo para planejar o que fazer com a grana disponível.

Uma regra que gosto é a do 50-25-25. 50% da renda mensal é gasta no próprio mês com gastos correntes. 25% é provisionado, ou seja, economizado para gastos one-ofs, que ocorrem de uma só vez e não de forma recorrente, como viagens de férias, presentes de natal ou pagamentos de impostos como o IPTU. Os outros 25% para investimento em a) construção de reserva de segurança, b) aposentaria complementar e, c) na construção de um patrimônio para gerar renda extra no futuro.

  • 50% Gastos Correntes
  • 25% Provisões para despesas de curto e médio prazos
  • 25% Investimentos

Quem acompanha o blog ou já leu o livro “E se você não morrer amanhã? Tudo sobre Finanças Pessoais” conhece bem isso.

Mas o que acontece se entra uma renda extra? Aí pode ser considerado o 13º salário (por alguns), horas extras, a venda de algum bem, renda de bico, herança… enfim, o que for.

A sugestão é: divida proporcionalmente entre Provisões e Investimentos. Eu gosto da ideia do 50% para cada, mas pode ser 65% para Provisões, 35% para Investimento, enfim, reflita sobre isso e defina sua estratégia.

O que não pode é um gasto extra alterar o valor dos seus gastos correntes.

Os gastos correntes são uma proxy do seu padrão de vida. E o padrão de vida vicia. Tem que ser algo estável.

Se você iniciar um gasto e se disser “depois, qualquer coisa, cancelo”, pode ter certeza de que o cancelamento do serviço tenderá a te trazer mais tristeza do que a alegria ao tê-lo contratado.

Não se engaje a uma despesa sem a segurança de que poderá mantê-la no futuro.

Mas o que fazer com uma renda extra corrente, como por exemplo, uma aumento salarial?

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Neste caso, sim, você pode mexer nos seus gastos correntes, mas sugiro que não esqueça das provisões e nem dos investimentos.
O que acontece na maior parte dos casos é que as pessoas acabam não investindo e provisionando tudo o que gostariam ou deveriam todo mês. Esse aumento de renda definitivo deve servir também para isso.
Por exemplo, se você gostaria de ter a estrutura 50-25-25, mas hoje a realidade possível é 80-10-10, a cada aumento de renda, distribua sua renda extra em 3 partes iguais: 1/3 para cada conta até você alcançar a sua estrutura ideal.
Uma vez que atinja o que você considera ideal, então será só seguir a sua distribuição.
E o melhor é que essas regras podem entrar até em forma de fórmulas na sua planilha de controle financeiro no excel.
E você, qual sua estrutura de gastos ideal?
A todos um grande abraço!

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