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O meio de 2017 foi uma fase de renovação na minha vida, cheia de mudanças e novas perspectivas. Minha filha, Victoria, tinha acabado de nascer, eu estava terminando meu MBA e decidido tentar não voltar de cara para o Brasil… muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e que fatalmente ainda vou falar bastante aqui porque foi ali que começou um novo momento da minha vida.

Naquela época, não sei nem o motivo exato, mas eu estava recebendo de uma so vez muitas perguntas sobre organização financeira e investimentos. Como por motivos de trabalho eu passava a semana numa cidade e minha familia em outra, eu tive tempo e interesse em responder uma a uma…

Parece coisa de Madre Teresa de Calcuta, mas não era. Eu aprendo para kct com essas trocas. Algumas perguntas me fazem entender a logica de algumas pessoas, de como tratam o dinheiro e mais ainda de como elas entendem o mundo… outras, me fazem refletir.

Essas trocas ali alimentaram a minha vontade de escrever o livro “E se você não morrer amanhã?” que seria publicado menos de um ano mais tarde.

A ideia do livro ja existia (foi o Leo da galera do surfe la do Recreio que talvez mais tenha incentivado), mas tudo ali era um conteudo que eu precisava…

Eu aprendi que para a maior parte das pessoas não bastaria explicar como funciona a bolsa de valores e outros produtos de investimentos porque Ora! se não sobra dinheiro no fim do mês, não ha com o que investir. Por que eu gastaria meu tempo falando de produto financeiro para quem não tem dinheiro para investir?

Então era preciso que entendessem a necessidade de poupar todo mês. Não o que sobra porque dinheiro nunca sobra para ninguém, mas o que se determinou que iria se poupar. Era preciso decidir o que iria investir. Para isso, você deveria planejar… olhar para o futuro.

So que algumas pessoas também não acreditam em planejamento porque a vida é tão instavel e cheia de surpresas que seria impossivel adivinhar o que iria acontecer no resto do ano. Gente que vive o dia-a-dia apenas, incapaz de acreditar que seria possivel seguir um planejamento.

Então, eu tinha que começar dizendo que planejar não é adivinhar o futuro. Eh construir o futuro que você quer. Eh um olhar para si, um foco no mundo interior. Quais eram seus objetivos e quanto você estava disposto a abrir mão para consegui-lo. No livro eu resumo isso na frase: o futuro não se prevê, se constroi.

Mas a maior parte das pessoas não acredita que a vida delas dependa delas… se são infelizes no trabalho, a culpa é do chefe. Se não tem qualidade de vida, a culpa é da cidade, dos politicos… tudo o que acontece na vida delas é culpa de alguém mais que não delas proprias. Em suas cabeças, elas não tem culpa de nada, são apenas vitimas do mundo exterior. Porque para elas, a vida “apenas acontece”.

Então, logo no inicio do livro inclui um capitulo sobre o conceito do Sujeito x Sujeitado. O Sujeito é o cara que foca no seu raio de atuação, sua cabeça funciona da seguinte maneira: como eu devo agir nessa situação? Ele não se sente vitima das circustâncias, seu foco é sempre: o que eu posso fazer para solucionar o problema?

Vendo a vida dessa forma, você entende que não esta necessariamente nas suas mãos o risco de você ser demitido, mas você pode criar uma reserva de segurança para se proteger desse risco; para evitar chegar atrasado no trabalho, você pode sair de casa sempre mais cedo, e por ai vai. Assim, você deixa de focar na busca por culpados e começa a focar em soluções.

Com a postura de Sujeito, uma postura ativa, que no Rio a gente da o nome de chamar a responsa para você mesmo, a vida deixa de “apenas acontecer” para ser construida.

Você entende que faz planos e que vai fazer eles acontecerem.

Assim, você constroi seu orçamento como uma meta para si proprio, com reservas que possam te proteger de imprevistos. Bateu o carro? Cara, acontece de tempo em tempo, o problema não é a batida, mas não ter previsto que poderia acontecer, um cano estourou? Idem, e por ai vai.

Daquelas trocas que tive naquela época, o livro foi construido.

Mas um olhar para dentro e pro meu momento de vida, a construção do livro ali me ajudou inclusive a ver a vida toda de outra forma. Ora, para planejar minhas finanças eu tenho que antes planejar a minha vida.

Ha bastante tempo que faço isso, sempre construo minha metas anuais, mas uma coisa que ainda não tinha feito de forma organizada era construir o meu Plano de Vida. Um olhar para até o fim da minha vida, o que quero completar, atingir, onde quero chegar, que rumo trilhar, construir uma sequencia logica e equilibrada: familia, amigos, profissão, fisica, intelectual, de lazer, financeiro e espiritual.

Porque se era para construir metas anuais, que estas metas se encaixassem num plano maior, global, de como eu queria que minha vida se desenrolasse, da maneira em que eu gostaria de que a vida fosse. E não poderiam ser coisas como “ganhar na mega-sena”, tinham que estar no meu raio de alcance e depender de mim.

Meu plano deveria se dividir em 4 tipos diferentes de olhar:

1) as rotinas que eu queria ter (nos somos um espelho daquilo que fazemos),

2) One-time experiences: coisas que eu gostaria de completar na minha vida, ao menos uma vez, como por exemplo, correr uma maratona ou conhecer os 6 continentes.

3) Decisões de rumo como ter mais um filho, mudar de profissão dali a 10 anos, comprar uma casa, etc.

4) Comportamental: que valores eu carregaria no resto da minha vida? Neste caso, uma espécie de codigo de conduta proprio. Botar tudo no papel me ajudaria na tomada de decisões da minha vida: não mentir, buscar sempre o lado positivo em tudo, ter disciplina, analisar com calma as situações olhando sempre do alto, etc.

Entre elas, estava: não falar mal das pessoas. Claro que não começou ali, nunca gostei… e sinceramente, acho uma perda de tempo e, principalmente, perda de energia enorme. Tem gente que é viciado nisso, que fala de todo mundo o tempo todo. Mas apesar de nunca ter sido fã disso, ali naquele momento aquilo ganhou um status de “artigo constitucional” pessoal: falar dos outros passaria a ser inconstitucional na minha vida.

No duro, eu passaria a focar nas qualidades das pessoas: o que cada um tem para me ensinar?

Cara, o dia tem 24 horas para todo mundo, do lixeiro ao Bill Gates. Tem coisas que so aquela determinada pessoa conhece… ao estar aberto a aprender e me inspirar com todo mundo, eu aprenderia poupando meu tempo.

Caralho, quanta gente foda tem no mundo!!!!

Quanta gente inteligente com energia, força de vontade, humildade e tudo mais… um olhar mais atento nos faz descobrir um mundo que esteve sempre ali e que por picuinhas, coisas pequenas as pessoas não veem! Perdem tempo interpretando o fato das pessoas agirem e pensarem diferentes delas e julgando estarem certas e erradas como se o mundo se resumisse ao preto e ao branco quando na verdade existem tantas formas diferentes de ver as coisas.

Não significa que me vejo obrigado a achar tudo bonito. Mas quando alguém faz algo que desaprovo, meu foco é na atitude e não na pessoa.

Existem decisões que não gosto, não concordo e não aprovo. E não vou aprovar mesmo. Mas são as atitudes.

Assim, algumas atitudes me inspiram e outras me ensinam o que não fazer: double gain.

Dizem ser de Eleanor Roosevelt a frase: Great minds discuss ideas; average minds discuss events; small minds discuss people.

Grandes mentes discutem ideias, as médias discutem eventos e as pequenas discutem pessoas.

Até a proxima!

Riko Assumpção

Kindle Unlimited

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