La nueva era del minimalismo

Vamos la: ter menos é mais.
Até que ponto, você pergunta? Até o ponto em que o que te resta é o essencial.

O assunto de hoje é minimalismo.
E vem numa sequência logica à dicussão sobre produtividade até aqui.

Tenho falado em 1) como fazer mais em menos tempo; e 2) em se preocupar apenas com o que importa, ignorando absolutamente os pequenos detalhes que te atrapalham de ver o todo; de poupar sua energia para o que é realmente importante.

Com as “coisas” é o mesmo. Ter muita coisa é prejudicial. Tralha atrapalha. A gente sabe um pouco, não é novidade para niguém, mas se lembra pouco disso e muita gente simplesmente não coloca em pratica.

A maior parte das pessoas guarda muita coisa que não é verdadeiramente essencial: roupas que quase não usa; aparelhos quebrados com a esperança de que um dia vai suar; cabos que você nem sabe onde entra mas que “é melhor guardar porque sabe-se la”, e por ai vai… é muita coisa, muisa coisa inutil. 

Parece normal, nada grave… mas é grave. Parece que estas coisas estão guardadas ali para te servir, mas o que é inutil na verdade esta apenas se servindo de você se é que posso colocar assim. Nada é de graça! Se você estoca algo que não te é util, camarada, ainda assim essa “coisa” ocupa um espaço! Manter estas coisas não é de graça: Quanto custa o m2 da sua casa? Seja a sua casa propria, quitada ou financiada ou alugada… o espaço tem um custo e um custo alto. Normalmente sua casa, é o custo mais alto do seu orçamento. Espaço têm um custo, custo alto! E usa-lo para estocar coisas inuteis é uma boa forma de rasgar dinheiro ou ao menos usa-lo de uma forma ineficaz. Eh desperdicio. 

Além disso, uma casa com excesso de coisas da mais trabalho para manter arrumada. E você acaba gastando bastante tempo e energia organizando a enorme quantidade de coisas inuteis, roubando o que de mais limitado e valioso você possui: seu tempo!
Você acha que é o dono das coisas que possui, mas se pensar bem, você é o servo delas, um escravo voluntario do que não valor. Você trabalha para adquiri-las, para arcar com os custos de estoca-las e depois para arrumar e organiza-las.

Por ultimo lugar, e como sempre gosto de deixar o melhor pro final, essas coisas ocupam espaço na sua mente e contribuem para gerar um caos mental. Nossa cabeça funciona como a memoria de um computador, as vezes sua performance é pertubada pelo excesso de coisas inuteis que ocupam um espaço importante. Porque o caos externo gera caos interno. E por mais que você seja alguém organizado, se o objeto que você guarda é inutil, a organização é meramente esconder o que não deveria nem mesmo estar ali.

Não tem como negar. Teste agora: fecha os teus olhos e imagina agora uma dependência de empregados lotada de coisas: imagina uma bicicleta com pneu furado, latas de tintas meio usadas, cabides, tabua de passar, CDs, fitas VHS, aparelhos quebrados, roupas de frio, um kimono de judô usado pela ultima vez ha mais de 5 anos, e claro, caixas de papelão com um monte de coisas pequenas… imagina tudo isso… Isso certamente vai te trazer um certo desconforto, especialmente se comparado com o sentimento que um sala com poucos moveis, bastante espaço livre tende a te trazer mais paz.

As coisas além de tudo exigem cuidado, atenção para arruma-las, consertar o que quebra, etc. Você é um servidor das coisas. Muitas coisas te possuem mais do que você elas. Mais do que você imagina. Elas te estressam, te aprisionam. E por que? Por besteira, porque você acha que elas poderão ser uteis um dia. Jogam com o medo! 

Independente de você ter pago caro no objeto ou absolutamente nada por ele. Mantê-lo tem um custo: o custo da sua serventia e nada deveria te ser mais valioso que isso. Isso é mais dificil de entender. A verdade, como dizia Sêneca, é que o homem não considera nada mais barato do que ele mesmo. 

Isso quer dizer que não devemos ter nada? Não, também não significa, como muita gente pode achar que o discurso é budista, que eu to pregando aqui que você viva na maior simplicidade do mundo e se livre de qualquer coisa. Não é isso. Ao menos esse não é meu ponto aqui. E não tem necessariamente a ver com o valor das coisas também… Se o que você tem é realmente util e cumpre o papel que deveria cumprir, esta ok. 

Amigo é melhor ter um carro de R$ 200 mil que você usa e te é util do que um de R$ 10 mil coberto de poeira. Têm itens que podem te ser bem uteis e te ajudam a ganhar tempo no seu dia-a-dia, tem coisas que realmente te servem. Uma maquina de lavar roupas, louça, um steamer a vapor, uma panela que cozinha quase sozinha, microondas, um telefone celular que armazena num unico aparelho tantas fuincionalidades que você se serve todo dia… Eh produtivo ter o que é util.    

Eh o que você não usa ha muito tempo e acha que vai precisar um dia, ou tralhas que você nem sabe porque guarda, joga fora! Joga tudo fora! E se eu me arrepender amanhã? Não se arrependa, nenhum escravo pode se arrepender de ser liberto! Talvez você precise realmente daquilo um dia, mas se isso realmente acontecer, o que é mais raro do que a gente pensa, lembre-se que a razão que te levou a jogar fora ou doa-lo era nobre: você não aceita mais ser escravo das coisas.

A todos, um grande abraço!

Riko Assumpção

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