1. Faça um inventário de onde você está financeiramente hoje. Anote seus gastos médios mensais vs. sua receita média mensal. Não esqueça dos gastos não mensais hein! Em outra folha ou planinha liste suas dívidas e seus ativos. O primeiro passo é sempre saber onde você está.
  2. Defina seus objetivos financeiros. Como dizia Sêneca “a um homem que não sabe a que porto se dirige, nenhum vento jamais lhe será favorável.”
  3. Faça um plano para atingir seus objetivos. Esse será o seu mapa. Reflita, o que você precisa fazer para chegar onde você quer chegar. Divida esse plano em menores etapas e traduza o plano em um orçamento mensal.
  4. Desafie-se a poupar. Não descanse até encontrar uma forma de poupar todo mês. Seu orçamento tem que ficar no azul. Seja duro com si mesmo, mas realista e cumpra! Em muitos casos não é facil, mas tbm ninguém disse que seria.
  5. Junte ao menos R$1 mil no menor tempo possível. Esses R$1 mil reais serão um primeiro passo para o que sera sua futura reserva de emergência. Essa reserva é para ser usada para pequenos imprevistos que podem te acontencer. Deixe-a na caderneta de poupança. Você não ficara rico com isso, eu sei. Mas tbm, até aqui esse não é o objetivo.
  6. Elimine todas as suas dividas (ou quase todas). Pegue a sua lista de dívidas e vá eliminando uma a uma. Escolha uma ordem: ou da de menor valor para a de maior valor, ou a da mais cara (juros % mais altos) para a mais barata (juros % mais baixos). As 2 exceções são seu financiamento imobiliário e o FIES caso os tenha. Normalmente, estes 2 empréstimos tem juros abaixo do mercado. Das demais, vá com prazer riscando uma a uma. O mais importante: não contraia novas dívidas. “Quando você se encontra no meio de um buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar.”
  7. Se prepare com antecedência para os seus gastos não mensais. Carros quebram, pneus furam, IPTU e IPVA se tem que pagar todo ano, material escolar idem. Todo ano tem seguro do carro, de tempo em tempo tem troca de óleo. No inverno geralmente vc pega uma gripe. Guarda roupas precisam ser renovados, celular se perde ou cai no chão e a tela quebra, ou apenas deixa de funcionar na nova atualização do sistema operacional… você já deveria saber disso. Então pare de chamar esses gastos de imprevisto e se prepare para eles. Separe uma grana por mês para fazer face a eles.
  8. Junte uma reserva de segurança equivalente a 2 meses de gastos médios mensais. Coloque toda a sua poupança com esse único objetivo, independente de qual seja sua profissão ou fonte de renda. Se os R$1,000 ainda estiverem intactos, integre-os ali. Deixe esse montante na poupança.
  9. Comece a construir um fundo para sua aposentadoria. O montante pode variar bastante dependendo da sua renda ou idade. Mas de uma maneira simples, se você começar aos 25 anos, salve o equivalente a 10% de seus gastos médios mensais para isso durante toda sua vida. Se começar aos 35, guarde 15%. Aos 45, poupe 25%. Nunca é tarde demais para começar, mas o desafio aumenta a cada dia que passa e o INSS não vai manter seu padrão de vida quando você se aposentar. Compre Tesouro IPCA+ com vencimentos longos e não deixe de, em paralelo, continuar poupando para completar + 2 meses da sua Reserva de Segurança.
  10. Volte algumas casas se for preciso. Se o que você poupa é insuficiente para investir para aposentadoria e em paralelo criar uma reserva de segurança maior, talvez seja preciso repensar sua vida financeira: corte gastos superfluos, revise as despesas correntes ou até pense em se mudar. Numa situação mais drastica, venda seu carro. O Uber no Brasil é barato. E dependendo de como for, até vender sua casa própria pode fazer sentido.
  11. Comece a investir em ações assim que tiver formado o equivalente a 4 meses de gastos mensais na Poupança (Reserva de Segurança). Encurte o caminho e simplifique a estratégia: invista em ETF. 67% em IVVB11 e 33% em PIBB11 e você vai estar diversificando seus investimentos entre a bolsa americana (IVVB11) e a brasileira (PIBB11). Lembre-se que ao comprar indiretamente ações americanas, você investe em mto mais do que na economia dos EUA já que as maiores empresas de lá são globais!
  12. Complemente seus investimentos com Títulos de Dívida. Ações são melhores no longo prazo, mas no curto prazo, renda fixa é mais segura. Se tiver 25 anos, invista 100% (do que não for para aposentadoria nem Reserva de Segurança) em ações. Aos 35, 80% em ações e 20% em Renda Fixa (Dívida Pública ou Privada). Aos 45, 60% em ações e 40% em Renda Fixa. Aos 65, tenha 20% em ações e 80% em Renda Fixa. Acho que já deu para entender a lógica, né?
  13. Evite vender ativos com frequência para evitar custos de transação. Ajuste sempre que puder no aporte: se tiver mais em ação do que deveria, invista este mês em renda fixa ou vice-versa. Mas se a discrepância for muito alta, venda e rebalanceie sem perdão. Mto provavelmente, a classe de ativos que você vai vender está super precificada.
  14. Procure aumentar sua fonte de renda Hoje em dia as possibilidades são enormes. Crie um negócio em paralelo, faça seu hobby o remunerar, etc. Esteja aberto a oferecer algo a mais para o mundo e a recompensa virá.
  15. Compre sua casa própria assim que tiver juntado os 6 meses de Reserva de Segurança. Comprar uma casa nem sempre é um bom negócio do ponto de vista financeiro. Mas nem tudo precisa ser, não é? A casa própria é sua, ponto.
  16. Não esqueça de ajudar as pessoas no caminho, seja doando parte do dinheiro que alcançar, seja doando tempo. Seja bom o tempo todo e será feliz!

A todos, um grande abraço!

Riko Assumpcao

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