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Em um país como o Brasil – com juros altos quase sempre – deixar o dinheiro do mês parado na conta corrente sem investi-lo é perder dinheiro. Além dos juros que você abre mão de ganhar todo mês, você ainda perde o poder de compra graças à inflação.

Ao invés de deixar o dinheiro o dinheiro parado, existem tipos de investimento que são boas opções para o curto prazo. Estes produtos financeiros servem para investir o dinheiro que você está juntando para viajar nas férias, para comprar roupas, para fazer uma pós graduação ou pagar o IPVA do carro. Servem também para deixar o seu salário rendendo ao longo do mês até o vencimento das contas.

2 dos melhores produtos para este tipo de investimento são o CDB de liquidez diária e os Fundos DI. Todos os grandes bancos comerciais oferecem os 2 produtos para os seus clientes.

O CDB

O CDB é o Certificado de Depósito Bancário e, na prática, você está emprestando dinheiro diretamente ao banco. Diferente da caderneta de poupança, cujas regras são padronizadas, as condições dos CDBs variam de banco para banco e de dia para dia. Existem os CDBs com liquidez diária e os com liquidez apenas no vencimento (este artigo trata apenas do primeiro grupo já que estamos falando de curto prazo). Os rendimentos são conhecidos no momento do investimento: podem ser pós fixados, ou seja, atrelados ao CDI (exemplo 90% do CDI) ou pré fixados com uma taxa já pré definida (exemplo 12% a.a.). Os primeiros são muito mais populares e, portanto, serão os que considerarei aqui. Os juros são diários, o que significa que se você deixar o investimento por apenas um dia já terá mais do que colocou. O risco é do banco falir mas o valor de até R$250 mil é garantido pelo FGC por cada CPF (é exatamente o mesmo risco da poupança). Para investimentos de curto prazo o limite de R$250 mil não deve ser um problema. Não há taxas de administração, carregamento, performance… nada disso. Há apenas a incidência de IOF e IR. O IOF zera em 30 dias, mas até lá ele vai reduzindo dia a dia. Começa com 96% do rendimento no primeiro dia até zerar no trigésimo. O IR é cobrado como nos títulos públicos. Do valor total dos rendimentos, já descontado do IOF, incide da seguinte forma:

  • até 180 dias, alíquota de 22,5%
  • de 181 à 360 dias, alíquota de 20%
  • de 361 à 720 dias, alíquota de 17,5%
  • mais de 720 dias, alíquota de 15%

Cabe lembrar que esta alíquota se aplica apenas sobre os rendimentos. Zero chances de você resgatar menos do que aplicou porque o imposto comeu seu dinheiro. ZERO! É importante frisar porque muita gente se confunde sobre como funciona o imposto de renda: ele só incide sobre os rendimentos. E mais, ele é recolhido na fonte e você não precisa se preocupar com nada, nem na declaração anual de IR. E tudo muito fácil e simples.

Fundos DI

São fundos de investimento que buscam acompanhar o rendimento da taxa do CDI (uma taxa que caminha perto da Selic). Em outras palavras, os fundos DI costumam render algo próximo da taxa básica de juros da economia brasileira, ou seja, todo fundo DI é pós fixado. Como os CDBs, os juros são diários assim como a liquidez. Mas ao contrário dos CDBs, os fundos DI não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, seu patrimônio, juridicamente, fica separado do patrimônio do banco, o que significa que se o banco quebrar, o dinheiro que você investiu em um fundo da instituição estará protegido. Os fundos DI cobram taxa de administração, o que é uma desvantagem em relação ao CDB. A tributação é similar ao do CDB, respeitando às mesmas alíquotas da tabela acima. No entanto, com uma desvantagem que é a tributação via  come cotas. Neste tipo de tributação, o Governo antecipa a cobrança de imposto para todo fim dos meses de maio e novembro. Esta característica, no entanto, não chega a ser relevante no curto prazo (apenas no longo prazo).

O CDB pareceu mais vantajoso?

E é por definição – na teoria. Mas na prática os fundos DI podem ser muito melhores, como no momento atual (em 2016). A vantagem do fundo DI é que seu rendimento bruto é sempre muito próximo a 100% do CDI. O do CDB não, depende do que os bancos estão oferecendo e muito dificilmente você encontrará um grande banco oferecendo um rendimento de 100% do CDI em um CDB de liquidez diária.

Em resumo, como são produtos com risco similar e mesmo indexador (o CDI), o que mais os diferencia é o rendimento de ambos. Qual rende mais? Depende. Quando a taxa de juros na economia está baixa, os CDBs se tornam melhores investimentos quando comparados aos fundos DI. Isto porque a taxa de administração de um fundo (ao contrário do que acontece com a cobrança do IR) se aplica a todo o seu patrimônio e passa a ser um custo alto quando os juros são baixos. Quando os juros estão altos, como no momento atual, os Fundos DI são melhores porque a desvantagem da taxa de administração é mais que compensada pelos juros maiores.

Abaixo, uma simulação no período de um ano de uma aplicação de R$ 100 num CDB com rendimento de 80% do CDI com um Fundo DI em diferentes níveis do CDI. Foi considerada uma taxa de administração de 2% ao ano no Fundo DI.

DI x CDB

Como podemos ver no gráfico acima, hoje, com um CDI acima de 14% a.a., os fundos DI estão rendendo mais que os CDBs.

É importante ressaltar que há bancos pequenos que oferecem CDBs com liquidez diária com juros bem altos (vários oferecem, um exemplo é o Sofisa que paga 100% do CDI). No entanto, para um investimento de tão curto prazo, o ideal é que este investimento seja feito no próprio banco que você usa no dia a dia. Além da liquidez ser imediata você ainda evita pagar taxas como DOC ou TED.

Por que não deixar este dinheiro na poupança?

A Poupança não é um bom investimento quando os juros estão altos. Além disso, o rendimento da poupança só se dá no que é conhecido como “dia do aniversário” da aplicação. Ou seja, se você investiu no dia 8/1, os primeiros juros serão depositados no dia 8/2. Se você precisar sacar antes disso: sem juros para você.

Por que não investi-lo em títulos públicos?

Títulos públicos são seguros e não cobram taxa de administração. São muito provavelmente a melhor aplicação no Brasil hoje em dia. Para prazos mais curtos o mais indicado seria o Tesouro Selic (antigamente era chamado de LFT) porque não tem risco de cotação. No entanto, este investimento se dá através de uma corretora de valores e gera taxas. Mesmo a liquidez sendo diária hoje, na prática, te uma complexidade um pouco maior do que as dos fundos DI e dos CDBs.

E em LCI/LCA?

LCIs e LCAs não cobram taxas de administração, nem incidem IR ou qualquer outra taxa ou imposto. Costumam apresentar o melhor rendimento líquido dentre todos os produtos citados aqui. No entanto, você muito dificilmente encontrará um produto deste com liquidez diária. Por isto, apesar de excelentes, não podem ser considerados de prazo tão curto quanto Fundos DI e CDBs.

Não sabe o que é o CDI?

É grave! É a taxa de referência na economia brasileira. É muito importante que você entenda o que é. Clique aqui para conhecer rapidamente.

A todos, um grande abraço!

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